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Giro Tributário · Semana de 17 a 21 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
TributárioGestão

O que mudou no seu bolso essa semana no mundo tributário

Balança dourada da justiça em uma mesa ao lado de um notebook
STF, Receita e a reforma tributária mexeram no cenário fiscal do país nesta semana. Resumimos tudo o que interessa pra você.

Toda sexta a gente separa o que realmente importou na semana no mundo tributário — sem juridiquês, sem enrolação. Essa semana teve decisão do STF batendo direto no bolso de quem tem imóvel, prazo novo pra quem quer pagar dívida com desconto e mais um round da novela da reforma tributária. Vamos direto ao ponto.

1. Prefeitura não pode cobrar mais IPTU só porque seu terreno é grande

O STF decidiu que os municípios não podem cobrar uma alíquota maior de IPTU só porque o imóvel tem uma metragem maior. A decisão foi unânime e vale pra todo o país (é o que chamam de "repercussão geral" — ou seja, virou regra pra sempre e pra todo mundo).

Na prática: o valor do seu IPTU pode até variar, mas tem que ser por causa do valor do imóvel, da localização ou do uso — nunca só porque o terreno é maior em metros quadrados. Se você sentiu no bolso um aumento de IPTU nos últimos anos que parecia estranho, vale conferir o critério usado pela sua prefeitura.

2. Receita abre "acordo" com desconto de até 70% pra quem deve imposto

Se sua empresa tem dívida tributária em discussão administrativa, presta atenção: a Receita Federal abriu dois novos editais de transação (o nome bonito pra "negociação de dívida") com desconto de até 70% em multas e juros. Dá pra usar até 30 de outubro.

Vale a pena olhar: se você tem algum processo parado na Receita há tempos, essa pode ser a janela pra resolver gastando bem menos do que devia originalmente.

3. Reforma tributária: prazo da nota fiscal foi esticado

Lembra que a partir de 3 de agosto todo mundo teria que colocar os campos de IBS e CBS na nota fiscal, sob pena de a nota simplesmente não sair? Pois é — a Receita recuou um pouco e agora a obrigatoriedade vai entrando por etapas, tipo de documento por tipo de documento, em vez de tudo de uma vez só.

É um alívio de curto prazo, mas não é motivo pra parar de se preparar — o cronograma continua andando, só que mais escalonado. Quem ainda não revisou a classificação tributária dos seus produtos, o momento de fazer isso é agora, com um pouco mais de fôlego.

4. O que vem por aí no STF

O Supremo tem uma pauta pesada pro resto de agosto. No dia 26, decide sobre o "voto de desempate" do Carf (o tribunal administrativo que julga brigas entre empresas e a Receita) — hoje esse voto favorece o Fisco, e o placar até agora está 5 a 1 contra a regra atual. Se mudar, muda a lógica de quem "ganha no empate" em disputas tributárias.

Também está em julgamento se empresas brasileiras pagam imposto sobre o lucro de suas controladas no exterior — tema que afeta bastante quem tem operação internacional.

O que fazer com isso

Fontes: Supremo Tribunal Federal (STF), Receita Federal, Comitê Gestor do IBS (CGIBS), O POVO, JOTA, Debate Jurídico.