Leactis LEACTIS BLOG
← Voltar ao blog
Tributário · Gestão · 26 de outubro de 2026 · 5 min de leitura
TributárioGestão

Sua dívida de MEI pode ter acabado de ser perdoada

Dono de pequeno negócio sorrindo na porta da loja, de avental
A Lei Complementar nº 238/2026, sancionada em 21 de outubro, perdoa débito federal de MEI e aumenta o teto de faturamento em duas etapas.

Em 21 de outubro de 2026, foi sancionada a Lei Complementar nº 238/2026 — a imprensa já está chamando de "Prospera MEI". Ela faz duas coisas ao mesmo tempo: perdoa uma dívida federal que trava muito MEI e aumenta o teto de faturamento, que tá em R$ 81 mil desde 2018. Se você é MEI, foi MEI, ou tá pensando em virar um, isso pode valer dinheiro de verdade — mas tem detalhe que vale a pena entender antes de comemorar.

O que foi perdoado, exatamente

A lei perdoa débito federal do MEI — leia-se principalmente INSS, mais multa, juros e encargo de cobrança — que já existia (inscrito ou não em Dívida Ativa) até 13 de outubro de 2026. Isso vale também pra quem já tava pagando a dívida em parcelas: o saldo que falta cai.

Tem ação na Justiça discutindo essa dívida? Pra conseguir a baixa definitiva, a lei exige desistir do processo — mas garante que isso pode ser feito sem pagar honorário de advogado pra outra parte.

A letra pequena: manter o DAS em dia

O perdão vem com uma condição: você precisa manter o pagamento do DAS em dia nos seis meses seguintes à entrada em vigor da lei. Aqui vale um aviso honesto — o texto da lei fala em "seis meses a partir da entrada em vigor" (que foi 21 de outubro de 2026, data da publicação), mas boa parte da imprensa tá noticiando esse prazo como "primeiro semestre de 2027", que é quando a remissão realmente passa a produzir efeito. Ainda não tem uma interpretação 100% pacificada — o seguro é já manter o DAS em dia a partir de agora e acompanhar a regulamentação.

O teto também subiu — mas não de uma vez

O limite de faturamento anual do MEI, que tá parado em R$ 81 mil desde 2018, sobe em duas etapas:

Quando cada parte vale de verdade

A lei já está em vigor desde a publicação, em 21 de outubro. Mas, segundo o próprio texto (art. 10), a produção de efeitos é escalonada: o perdão de dívida e o teto de R$ 110 mil valem a partir de 1º de janeiro de 2027; o teto de R$ 140 mil só vale a partir de 1º de janeiro de 2028.

Passou do teto antigo? Pode valer a pena rever

Quem faturou mais que R$ 81 mil e saiu do MEI, mas fica dentro do novo teto de R$ 110 mil (ou R$ 140 mil, depois), pode voltar a se enquadrar como MEI, conforme as regras previstas na lei. Vale revisar sua situação antes de assumir que "não dá mais pra ser MEI".

Fique de olho: existe também um projeto ainda em tramitação no Senado (PLP nº 271/2026) que propõe devolver parte dos pagamentos de quem sempre manteve o INSS em dia — mas isso ainda não é lei. Não confunda com a LC 238/2026, que já está sancionada.

O que fazer agora

Quer saber se sua dívida de MEI realmente caiu?

Criamos o Diagnóstico de Regularização MEI: verificamos seus débitos federais, sua situação de DAS e se vale a pena voltar pro regime com o novo teto — tudo isso antes de qualquer decisão errada.

Agendar diagnóstico →
Melhor confirmar agora do que descobrir em 2027 que ficou de fora por não ter mantido o DAS em dia.
Fontes: Lei Complementar nº 238, de 21 de outubro de 2026 (Planalto); Agência Senado, "Nova lei amplia limite de faturamento do MEI e prevê perdão de dívidas" (21/10/2026); Agência Brasil, "Sancionada lei que perdoa dívida e aumenta limite de MEI" (21/10/2026) e "Perdão de dívidas e novo teto do MEI: entenda o que muda" (22/10/2026).