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Simples Nacional · Reforma Tributária · 20 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
TributárioGestão

Sua empresa contrata prestadores de serviços? Você pode estar deixando dinheiro na mesa

Pessoa calculando impostos com calculadora e documentos financeiros
Empresas do Simples Nacional têm até 30 de setembro de 2026 para decidir como vão recolher IBS e CBS a partir de 2027.

Se sua empresa contrata prestadores de serviços — ou se você mesmo presta serviço pra outras empresas — tem uma decisão passando meio despercebida que pode render (ou custar) dinheiro de verdade. Empresas do Simples Nacional têm até 30 de setembro de 2026 pra escolher como vão recolher IBS e CBS a partir do ano que vem. E essa escolha pode determinar se sua empresa continua competitiva em contratos com outras empresas, ou perde espaço pra concorrente.

A decisão que não existia até agora

Até então, quem era do Simples Nacional só tinha um caminho: todos os tributos, incluindo o novo IBS e a nova CBS, saem juntos na guia única do DAS. Com a reforma tributária, surgiu uma segunda opção — o chamado regime híbrido, em que a empresa continua no Simples pra a maioria dos tributos (IRPJ, CSLL, CPP), mas passa a recolher IBS e CBS "por fora", pelas regras do regime regular.

A janela pra fazer essa escolha é curta: de 1º a 30 de setembro de 2026, direto no Portal do Simples Nacional. A opção vale pro primeiro semestre de 2027. Quem não escolher nada, fica automaticamente no modelo tradicional — dentro do DAS.

Por que isso mexe com crédito tributário

Aqui está o ponto que o vídeo já adiantava: essa decisão pode revelar oportunidade de crédito tributário — mas só se ela fizer sentido pro seu tipo de negócio, porque o resultado não é igual pra todo mundo.

No modelo tradicional (dentro do DAS), o IBS/CBS que sua empresa recolhe é calculado pela alíquota reduzida do Simples. Isso é ótimo pro seu caixa, mas ruim pro seu cliente: se ele é uma empresa do regime regular (lucro real ou presumido), o crédito que ele consegue aproveitar da compra que fez de você é proporcionalmente menor.

No regime híbrido, sua empresa paga IBS/CBS pela alíquota cheia do regime regular — mais caro pro seu caixa — mas o crédito que passa pro seu cliente é integral. Se ele valoriza esse crédito, isso pode te tornar mais competitivo, mesmo cobrando um pouco mais.

Resumindo o trade-off: regime híbrido = você paga mais imposto, mas seu cliente ganha mais crédito. Modelo tradicional = você paga menos imposto, mas seu cliente ganha menos crédito. Qual dos dois compensa depende de quem são seus clientes.

Quem tende a se beneficiar do regime híbrido

Quem provavelmente deve ficar no modelo tradicional

O que fazer antes de 30 de setembro

Não é uma decisão administrativa qualquer — é decisão de negócio, com prazo apertado e efeito direto no seu caixa e na sua competitividade em 2027.

Sua empresa deveria ficar no híbrido ou no tradicional?

Fazemos a simulação dos dois cenários com base no seu perfil de clientes e despesas, pra você decidir com números na mão antes do prazo de 30 de setembro.

Solicitar avaliação →
Prazo até 30 de setembro de 2026 — decisão vale pro primeiro semestre de 2027.
Fontes: Lei Complementar nº 214/2025, Resolução CGSN nº 186/2026, Receita Federal (Portal do Simples Nacional).