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Reforma Tributária · Imposto Seletivo · 3 de novembro de 2026 · 4 min de leitura
TributárioGestão

A MP do "imposto do pecado" finalmente vai pro Congresso

Ilustração de papel recortado representando pessoa assinando documento de crédito ao lado de calculadora e dinheiro
Quase um mês depois do prazo ter vencido sem decisão, o governo prepara o envio da MP que regulamenta o Imposto Seletivo — mas a cobrança de verdade só chega em 2027, e com peso maior só em 2028.

Nesta terça-feira (3 de novembro), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a Medida Provisória que vai regulamentar o Imposto Seletivo — o "imposto do pecado" — está pronta no Ministério da Fazenda e deve ser despachada com o presidente Lula ainda hoje, com expectativa de envio ao Congresso Nacional na sequência. É o desfecho (por enquanto) de uma novela que já tínhamos contado por aqui: o prazo que o governo tinha pra publicar essa MP venceu em 2 de outubro, sem decisão, e ficou pra depois da eleição.

O acordo que destrava o texto

Segundo Durigan, o governo fechou acordo com os setores afetados pra manter, no primeiro ano, a mesma carga tributária que já é cobrada hoje pelo IPI — só que agora sob o nome de Imposto Seletivo, com um ajuste técnico na base de cálculo (o ICMS, que hoje compõe a base do IPI, sai dessa conta). Ou seja: o texto que vai pro Congresso não traz, por enquanto, um aumento de carga — é basicamente uma troca de nome e de mecânica, com o aumento "de verdade" (alíquotas diferenciadas por produto) ficando pra depois.

O cronograma real pra 2027

Quem é afetado: cigarros e produtos fumígenos, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, veículos poluentes, embarcações e aeronaves (exceto uso das Forças Armadas e segurança pública), extração de bens minerais (exportação de minério fica isenta) e apostas/jogos online (bets e fantasy sport). Se seu negócio não está numa dessas categorias, você não paga o Imposto Seletivo diretamente — mas pode sentir o reflexo no preço de insumos ou frota.

Um número pra calibrar o tamanho disso: o governo estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com o Imposto Seletivo só em 2027. Mesmo assim, as alíquotas específicas de cada produto ainda não foram divulgadas oficialmente — isso só sai quando a MP for publicada no Diário Oficial.

O que fazer agora

Seu negócio está na lista do Imposto Seletivo?

Mapeamos se a sua empresa está exposta ao Imposto Seletivo, revisamos contratos com cláusula de preço fixo pra 2027 e montamos o plano pra reagir rápido assim que a MP for publicada.

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Enquanto a MP ainda não virou lei, quem já mapeou a exposição chega na hora da definição sem susto.
Fontes: Agência Brasil ("Governo quer enviar MP do Imposto Seletivo ainda hoje ao Congresso", 3/11/2026); Rádio Senado ("Imposto Seletivo: Congresso deve receber alíquotas até 3 de novembro", 29/10/2026); declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan; Lei Complementar nº 214/2025; Emenda Constitucional nº 132/2023.